Descartar pilhas e baterias com o lixo doméstico é sinônimo de poluir o meio no qual vivemos, já que esses resíduos levam centenas de anos para se decompor na natureza e os metais pesados nunca se degradam.  Chuva, umidade e calor fazem com que esses componentes tóxicos vazem e contaminem solo, lençóis freáticos, e consequentemente plantas e animais.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica  (Abinee) explica que são vendidas no país mais de um bilhão de pilhas por mês. Menos de 1{cf76c1ef833e7ea4a051cfff50a1310635bc731908680813986e5a3b83d681f7} desse volume é reciclado.

Como o restante acaba indo para o lixo doméstico, o problema ambiental é cada vez mais grave, já que 3.331 municípios brasileiros enviaram, em 2016, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), mais de 29,7 milhões de toneladas de resíduos, correspondentes a 41,6{cf76c1ef833e7ea4a051cfff50a1310635bc731908680813986e5a3b83d681f7} do coletado no ano, para lixões ou aterros controlados, que não possuem o conjunto de sistemas e medidas necessários para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

“O que provoca ou estimula o descarte irregular é a falta de uma politica de logística reversa no setor produtivo, como pontos de entrega nos municípios. Além disso, o financiamento do tratamento desses materiais é deficitário. Como não há responsável pelo tratamento, fica difícil exigir do cidadão que comprou a pilha uma consciência do que fazer com esse produto no fim da sua vida. A responsabilidade é de todos, de quem fabrica, de quem vende, de quem compra”, esclarece o diretor-presidente da Environmental, Aguinaldo Leite.

DANOS – Os metais pesados possuem alto poder de disseminação e grande capacidade de acumular-se no corpo humano e em todos os organismos vivos, os quais são incapazes de metabolizá-los ou eliminá-los, o que traz sérios danos à saúde.

Outro problema é o mercado paralelo de pilhas fabricadas irregularmente. A Abinee estima que cerca de 40{cf76c1ef833e7ea4a051cfff50a1310635bc731908680813986e5a3b83d681f7} das pilhas vendidas no Brasil são ilegais. Esse material é tóxico e danoso à saúde, já que a fabricação dessas pilhas tem  teores de metais pesados até dez vezes superiores aos permitidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e vazam com facilidade.

Vale lembrar que ficou estabelecido pelo Conama, em 2008, o limite da quantia de metais que podem ser utilizados na composição das pilhas e baterias portáteis comercializadas no território nacional. Também, recomenda-se que todas as pilhas e baterias portáteis sejam descartadas em locais adequados, prevenindo possíveis impactos negativos e estimulando a recuperação de recursos naturais por meio da reciclagem destes resíduos.

As melhores alternativas para descarte, neste caso, são postos de coleta para que depois as pilhas e baterias tenham destino certo. E a Environmental pode ajudar na questão, com os coletores de pilhas e baterias recarregáveis feitos com tubos de pasta de dente. A capacidade é para 2,5 litros e ele recebe ainda equipamentos eletrônicos de médio e pequeno porte. “Dessa forma, é possível descartar o material com segurança, sabendo que ele terá destino correto”, explica o diretor presidente da Environmetal, Aguinaldo Leite. Os coletores são ideias para empresas, comércios e até condomínios.

Quer saber mais e se tornar um aliado do meio ambiente nessa questão? Entre em contato com os nossos consultores.

Written by Luana Dias